Brasil acompanhado o mercado tecnológico do mundo. O Banco Central, entre outros órgãos reguladores do Sistema Financeiro Nacional (SFN), passam a utilizar uma plataforma com base no Blockchain. Desenvolvido e aperfeiçoado pelo Departamento de Tecnologia da Informação (Deinf), coloca em funcionamento até o final deste mês.

A Plataforma de Integração de Informações das Entidades (Pier), facilitará a troca de dados entre o Banco Central e outros órgãos públicos, como a Comissão de Valor Mobiliários (CVM), por exemplo. Inicialmente, a plataforma será utilizada para troca de informações como processos de autorização e outros processos mais burocráticos.

De acordo com o Aristides Andrade Cavalcante, chefe adjunto no Deinf, existem algumas trocas de informações relativas a processos autorizativos que são manuais. “O servidor de uma das instituições entra em contato com as demais por ofício ou e-mail. Há algumas consultas realizadas através de sistemas, mas que ainda exigem um certo grau de intervenção humana”, explica.

Uma das principais vantagens do Blockchain é que uma vez que os dados (independente de qual seja ou por quem for registrado), não podem ser apagados. Na Pier cada instituição terá total controle sobre os lançamento na rede. Desta forma criptografando cada informação registrada na Blockchain.

Sobre a plataforma

A Pier teve início de desenvolvimento há aproximadamente um ano. Com integração direta à Olinda, plataforma ágil de serviços de dados do Banco Central. De acordo com o chefe adjunto no Deinf, quando finalizar este processo, os órgãos estarão prontos para implementação da Pier. Até lá está sendo experimentada em testes para correção de possíveis erros.

André Soares/Equipe FXCBit